Inovação, Conhecimento, Pessoas, Performances e Expectativas

Silvio Meira

Um negócio, qualquer negócio, é sempre de conhecimento. Do mercado onde ele está, dos mercados ao lado. Dos clientes e usuários, da competição. Dos muitos métodos e processos que os colaboradores usam para entender e atender clientes e usuários. Das tecnologias que são a base de seus produtos e serviços. Da sua rede de valor, antes e depois de sua empresa. No topo disso, de conhecimento sobre e das pessoas, em rede, que fazem com que tudo isso aconteça. Pessoas que estão dentro e fora do seu negócio, muitas delas, certamente, na competição. E, nas pessoas, o conhecimento mais precioso é sobre como mudar tudo, ou quase, o tempo todo. Para que o tempo e o mercado e suas demandas não passem e o negócio, fique.

Inovação é mudança. Contínua. Pois ainda não se descobriu como manter a competitividade de um negócio sem mudar sua essência o tempo todo. Inovação –a capacidade de mudar como seu negócio resolve os problemas dos seus clientes e usuários- é a única fonte de vantagens competitivas sustentáveis. O contexto, o mundo, mudam, sempre; há pequenas mudanças aqui e ali o tempo todo e, vez por outra, tudo muda muito e de uma vez. E seu negócio, sempre, muda junto. Isso se não for o seu negócio que está mudando o mundo, o que é muito melhor, porque aí você lidera e os outros acompanham. E o “mundo”, você sabe, não precisa ser o “mundo”, o planeta inteiro: se você for uma padaria em Taperoá, PB, a mudança pode ser dos usos e costumes de quem lhe compra pão e o que mais você faz, lá. E isso já será muito. Danado é que tão pouca gente vê ou descobre isso. Especialmente quando os negócios estão indo bem, o que quase sempre é  um sinal de que deveriam estar procurando os sinais de mudança.

Mudar um negócio, seja lá qual for, é mudar as pessoas que fazem o negócio, dentro e fora dele, é transformar sua comunidade. É criar a visão de “outro” negócio, talvez num outro mercado, criar conhecimento pra “ir” pra lá, praquele novo lugar, e articular o talento ao seu alcance para fazer isso. Visão e talento estão nas pessoas de sua rede. Ou já estão, antes da mudança começar, ou têm que ser criadas, em conjunto, como conhecimento coletivo. Inovação é –ou depende, e muito- da criação de conhecimento coletivo.E isso não é fácil, pois depende de compartilhamento de limites, possibilidades e expectativas de todos os envolvidos.

Compartilhar limites, possibilidades e expectativas vem, essencialmente, da criação de conexões para estabelecer os relacionamentos e interações que, com o tempo, criam significados comuns, que respondem a perguntas como… “o que estou fazendo aqui”? Em negócios que fazem sentido, o sentido depende da rede de colaboradores saber, lá, o que e porque está fazendo, para fazer bem e bem acima das expectativas de cada um e de todos. Porque inovar é, também, exceder expectativas. Sempre.

E muito se diz sobre exceder as expectativas dos clientes, mas pouco se fala ou se sabe e se faz sobre exceder as expectativas das pessoas que cuidam das expectativas dos clientes: seus colaboradores. Se seu time não tiver seus (deles) anseios muito acima da média, sobre seu negócio, suas contribuições, seus esforços, performances, riscos, envolvimento e retornos… duvido que seja lá o que você faça vá exceder as expectativas de seja lá quem for. Calvin, abaixo, sabe tudo disso…

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